Revista Tríade

Tríade – Outras Perspectivas está no ar!

Neste número da revista Tríade: Comunicação, Cultura e Mídia, referente à segunda edição de 2018, diferentemente das edições anteriores da revista, decidimos entregar aos nossos leitores uma multiplicidade de teorias, vozes, objetos e inquietações. Afinal comunicar é mais que informar, é também deformar, desconstruir, multiplicar, provocar inquietações. Essa multiplicidade que acreditamos ser a característica mesma dos estudos no campo da
comunicação.
Este volume da Tríade traz em seu sumário dez instigantes reflexões em forma de artigo e uma resenha crítica. Feita, como já dito anteriormente, apenas de “Outras perspectivas”, o convite à leitura começa pela reflexão trazida por Dominique Gay-Silvestre, catedrática emérita de civilización hispanoamericana, professora da Universidade de Limoges, acerca da arte-terapia aplicada a índios do Canadá e Quebec em El arte(terapia) como resiliencia: el caso de los internados de indios em Canada y Quebec. E então, contagiado por essa leitura, o leitor vai ao encontro das reflexões sobre a questão do corpo, agora como discurso, em Corpos em desafi(n)o: sujeito e sentido na rede, por Newton Guilherme Vale Carrozza e Debora Cristine Ribeiro. Também como discurso é lida a Amazônia via ONGS em Amazônia e o poder simbólico das ONGS Transnacionais: análise dos sentidos discursivos nos textos institucionais do Greenpeace e WWF, por Jonas da Silva Gomes Júnior.
A multiplicidade ainda avança, convidando-nos a pensar sobre manifestações na rede, na esteira de Da sociedade em rede de cabos, para a mobilidade dos devices: perspectivas a partir da pesquisa TIC Domicílios por Moisés Cardoso, Tarcis Prado Junior e Franco Iacomini Junior; Estética do engajamento do Itaú na #instamission38 por Larissa Neves Araújo e Regina Gomes Souza em Voz na web: construções ideológicas e representatividade em vlogs LGBT+ no Brasil por Tomaz Affonso Penner.
É nesse conjunto de fios difusos que também se inserem discussões como a de Guilherme Profeta, que nos apresenta em Padrões discursivos na narrativa jornalística do New York Times sobre refugiados: uma abordagem baseada em corpus a crise de refugiados como uma questão sociogeográfica sobre mobilidade humana que excede fronteiras; e a de Luis Felipe Vieira de Abreu sobre o pensamento semiótico e comunicacional de Barthes em Roland Barthes contra Roland Barthes: o signo, da semiologia à semioclastia.
É também da multiplicidade de vozes e gêneros que o artigoAnálise semiótica da vinheta da telenovela ‘Verdades secretas’ de Geórgia Mattos e Tarcyanie Cajueiro Santos apresenta reflexões sobre a produção de sentidos na mídia televisiva. Finalizamos esta edição com a resenha de Rodolfo Medeiros Schian que nos apresenta criticamente o volume do historiador da arte alemão Hans Belting, Antropologia da Imagem.
Luciana Coutinho Pagliarini de Souza
Editora Chefe
Rodrigo Fontanari
Editor Executivo
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Revista Tríade

Nova edição da Revista Tríade no ar!

 

Esta primeira edição da Tríade/2018 inaugura, em seu sexto ano de existência, a periodicidade quadrimestral. Os onze números publicados, a recente conquista da qualificação B2 da Capes atrelados ao compromisso com a manutenção da qualidade foram os fatores que determinaram esse salto. Tais fatores intensificaram a procura pela revista, de forma a darmos continuidade à temática do dossiê da última edição de 2017 sobre a Diversidade sexual, cultura e de gênero.

Este contexto tão candente é marcado por diversos, múltiplos, variados… enumeração que poderia ser tão mais sortida quanto as formas de “viver junto” na contemporaneidade.  Um tempo complexo, labiríntico em que toda certeza do pensamento lógico, dicotômico e linear, que opera sob a lógica da excludência, se desfaz.

Todo o idealismo do uno não tem mais lugar. É preciso aceitar o diverso. Mais do que aceitar, é necessário aprender a “viver junto”. Isto é, a coabitar sem que as singularidades do outro sejam excluídas ou excludentes. Ao contrário, que essa diversidade seja ela mesma a razão de acolhimento para construção de um espaço sociocultural sólido, em que o simples de estar junto, não retire nenhuma liberdade individual do outro. Um espaço em que a palavra diferença não recua, mas é tida, ao mesmo tempo, como objeto do pensamento e princípio da natureza.

Nesta edição em que acolhemos outros múltiplos olhares sobre as diversidades, a relação entre a aparência e o potencial político das mulheres transexuais é tema de Políticas da imagem fotográfica em “Elas, Madalenas”: subjetivação e desidentificação de mulheres trans de Angela Cristina Salgueiro Marques e Marco Aurélio Máximo Prado. Também a valorização da estética como ato político se verifica na Publicidade Tombamento: expressões da “geração tombamento” em anúncios contraintuitivos para o empoderamento de negras e negros brasileiros, por Angelica M. Souza, Francisco Leite e Leandro Leonardo Batista.

A violência contra a mulher é discutida em Corpos, agressões e textos verbo-visuais: a violência contra a mulher que desliza entre as capas da revista Tpm e do jornal Super Notícia por Barbara Lopes Caldeira, Vanessa Costa Trindade e Elton Antunes.

Adriana Agostini e Juliana Rocha Franco apresentam reflexões sobre a forma como a midiatização das diversidades sexuais orientaria ou influenciaria as práticas sociais em Mídia, alteridade e o rosto do outro: de L-Word a Zanele Muholi.

Em Corpo, mídia e identidade de gênero, Mônica Ferreira Cassana apresenta resultados de investigação acerca das formas de subjetivação perceptíveis no discurso dos sujeitos transexuais no arquivo jornalístico/midiático.

Finalmente, as representações midiáticas sobre a homossexualidade configuram pretextos para Robéria Nádia Araújo Nascimento pensar o lugar da sexualidade nas igrejas cristãs em A Igreja Inclusiva e a (Re) Construção de Identidades Religiosas: Vivências e Subjetividades de Adeptos Homossexuais.

A seção Outras perspectivas contempla a memória como temática.   Barbara Heller e Priscila F. Perazzo apresentam estudos da memória realizados pelo Núcleo Memórias do ABC, da Universidade Municipal São Caetano do Sul (USCS) e Antonio Hélio Junqueira, com Imagem e memória: uma perspectiva bergsoniana no estudo da recepção da telenovela “Velho Chico”, enfatiza o agenciamento da memória como umas estratégias no modo do fazer teleficcional seriado brasileiro contemporâneo.

Reservamos para o fim participações especiais neste número da Tríade. O ensaio de abertura Literatura e cultura publicitária: de Macondo ao planeta Coca-Cola do professor da ESPM/USP, João Anzanello Carrascoza, e a entrevista Jornalismo Literário: Encontrando o Mágico no Mundano, concedida pelo professor PhD John S. Bak, da Universidade de Lorraine, em Nancy/França. Ambos participaram como conferencistas, respectivamente, do XI Encontro de Pesquisadores de Comunicação e Cultura e I Encontro Internacional de Comunicação e Cultura da Universidade de Sorocaba, em 2017, e deixaram registros dessa passagem os quais temos o prazer de compartilhar com vocês, leitores.

Luciana Coutinho Pagliarini de Souza
Editora Chefe

Rodrigo Fontanari
Editor Executivo

Paulo Celso da Silva e Wilton Garcia
Organizadores do Dossiê

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